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Tradução | OCUPAÇÃO RUSSA

Atualizado: 3 de jun.

20 de agosto | 18h30

Tradução: interpretações e aproximações, Mesa com Jiro Takahashi, Edith Derdyk, Lucas Simone e Vanderley Mendonça. Mediação de Eri Barros.

Auditório da Biblioteca Mário de Andrade (3. Andar) Rua da Consolação, 94 | República | tel. 3775-0002

(Metrô Anhangabaú ou República)

Tábula, 2014. Fine art. 80 x 60 cm. Montagem 1.

""Me encantei com o método de tradução de uma palavra arcaica. O jeito que Haroldo traduz não tem nada a ver com as traduções dogmáticas de nenhuma religião, seja cristã, judaica ou islã. O Gênesis é um mito universal, e sua leitura tem a ver com uma preocupação da função poética da linguagem"" (Edith Derdyk).

Sobre a Mesa

Boris Schnaiderman procura elucidar o complexo caminho do tradutor associando-o ao trabalho artístico; trilha semelhante seguida por Octavio Paz, para quem criação poética e tradução são “operações gêmeas”. Essa percepção da tradução como vereda artístico-poética aflora da necessidade do tradutor-artista de mergulhar no texto e seu contexto, permitindo-se impregnar da fala do outro para, então, fazer emergir, em uma nova língua, em um novo contexto, o universo semântico e poético primeiro. Em uma relação dinâmica e dialógica, o texto artístico é esculpido, transformado e recriado, constituindo um processo que questiona seus limites ao compor um livro, objeto impresso ou digital, cuja materialização aproximará a edição final dos leitores. Desse modo, a proposta desta mesa é acolher e compartilhar experiências de diferentes vozes sobre a tradução enquanto um movimento de criação e recriação artística, integrado ao processo editorial.

Participantes

Jiro Takahashi atua no mercado editorial desde 1966. Atualmente é editor executivo da Nova Aguilar. Fundou a Editora Estação Liberdade, em 1990. É mestre em Letras pela Universidade de São Paulo, lecionando nos cursos de Letras, Tradutor e Intérprete, do Unibero/Kroton, na Faculdade Paulista de Artes e em cursos de pós-graduação em gestão empresarial da FECAP – Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado.

Edith Derdyk realiza exposições coletivas e individuais desde 1981 no Brasil: Museu de Arte Moderna – SP e RJ; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Centro Cultural Banco do Brasil – RJ; Museu de Arte de São Paulo, e no exterior: México, EUA, Alemanha, Dinamarca, Colômbia, Espanha e França. É autora de livros sobre o desenho e suas poéticas. Letrista e ilustradora, também assina livros de histórias infantis. Dentre bolsas, residências e prêmios com os quais foi contemplada, destacam-se: Prêmio Funarte Artes Visuais (2012), Residência_The Banff Centre Canada (2007) e Artista residente_MAC-USP/Vermont Studio Center_USA (1999).

Lucas Simone é historiador formado pela Universidade de São Paulo e doutorando em Literatura e Cultura Russa na mesma instituição. Atua também como editor e tradutor, tendo publicado a peça Pequeno-burgueses e a coletânea A velha Izerguil e outros contos, ambos de Maksim Górki (Hedra, 2010). Traduziu também os romances A aldeia de Stepántchikovo e seus habitantes (Editora 24, 2012) e Memórias do subsolo (Hedra, 2013), de Fiódor Dostoiévski, além de contos de Odóievski, Kuprin, Tchekhov, Górki e Ilf & Petrov para a Nova antologia do conto russo (1792-1998), organizada por Bruno Barretto Gomide (Ed. 34, 2011). Para a Editora 34, ainda assinou a tradução do volume 3 dos Contos de Kolimá, de Varlam Chalámov, intitulado O artista da pá, com previsão de lançamento para o início de 2016.

Vanderley Mendonça é editor do Selo Demônio Negro, jornalista, designer, tradutor e esgrimista. Formado em design gráfico e pré-impressão pelo RIT (Rochester Institut of Technology, EUA) e Design Tipográfico na Hochschule fuer Grafik und Buchkunst, Leipzig (Escola Superior de Artes Gráficas e Editoriais). Traduziu, entre outros livros, Poesia Vista, antologia bilíngue, do poeta catalão Joan Brossa (Amauta/Ateliê, 2005); Crimes Exemplares, de Max Aub (Amauta, 2003); Nunca aos Domingos, de Francisco Hinojosa (Amauta, 2005) e Greguerías, de Ramón Gómez de La Serna (Selo Demônio Negro, 2010).

Erivoneide Barros é mestra em Letras pela Universidade de São Paulo, na área de literatura e cultura russa, especializada em Psicopedagogia Clínica pelo Centro Universitário Assunção, Licenciada em Letras pelo Centro Universitário Fundação Santo André. Foi membro do Grupo de Pesquisa e Estudo Eisenstein no Século XXI (FFLCH/DLO/USP). Dedica-se à pesquisa da produção artística e intelectual de Serguei Eisenstein. É professora de língua e literatura. Ministra cursos e oficinas em centros culturais. Seus principais temas de pesquisa são a poética do cinema russo, a semiótica russa, a relação entre cinema, literatura e linguagem poética.

Imagem deste post: Edith Derdyk, Tábula, 2014. Fine art. 80 x 60 cm. Montagem 1.

Confira a programação completa: www.kinoruss.com.br

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