top of page

Previsão de Entrega

>>> Março/2027

 

2º VOL.: Artigos, projetos e cartas de uma cineasta revolucionária para a História do cinema.

 

Minha vida é o cinema: em plano aberto, segundo volume da obra autobiográfica de Esfir Chub (1894–1959), reúne textos que revelam o pensamento e o processo criativo de uma das pioneiras do documentário moderno e da montagem cinematográfica.

 

Se o primeiro volume, Em plano fechado, recupera as memórias de Chub, neste segundo, Em plano aberto, o quadro se abre para acompanharmos sua atuação como cineasta, pesquisadora e pensadora do cinema. Artigos sobre montagem, documentário, cinema de arquivo e o papel das mulheres na criação cinematográfica vêm acompanhados de roteiros nunca filmados e de cartas pessoais e profissionais, compondo um retrato feito não apenas de obras concluídas, mas também de projetos, ideias, dúvidas, afetos e caminhos interrompidos.

Entre os textos reunidos está “O trabalho das montadoras”, publicado originalmente em 1928 na revista Soviétski Ekrán (Tela Soviética), em que Chub dá visibilidade ao trabalho feminino na montagem cinematográfica e que não fazia parte da versão original de sua autobiografia publicada na União Soviética em 1959 (com projeto gráfico de Varvára Stepánova) e, em edição ampliada, em 1972. Em plano aberto inclui ainda o roteiro Mulheres (1933), que abre uma janela para compreender como Chub enxergava o lugar da mulher na sociedade soviética, e que nos convida a refletir sobre os avanços e retrocessos dos direitos das mulheres na URSS, um tema tão atual quanto urgente.

 

Com tradução direta do russo por Luis Felipe Labaki, notas, imagens e cinco ensaios inéditos de Erivoneide Barros, Karla Holanda, Lúcia Monteiro, Luis Felipe Labaki e Neide Jallageas, Em plano aberto resgata escritos que permaneceram por décadas restritos a arquivos e bibliotecas e recoloca Esfir Chub no centro da História do cinema. 

 

1º VOL.: Memórias

 

Chub nos confia suas ricas memórias por meio de um relato dos mais fascinantes, a partir de 1918, na Moscou que ela percorria, impávida, a plenos pulmões, ainda no calor da revolução. Ficamos sabendo que rapidamente a jovem russa estreita laços com figuras do mundo artístico revolucionário e dentre elas, Lunatchárski, recém nomeado por Lênin para comandar os rumos da educação e das artes na nascente União Soviética. Começa a trabalhar com Meyerhold, então à frente da cena teatral soviética. Seguimos suas conjecturas enquanto ela anota as reuniões com artistas e intelectuais e sentimos até sua respiração quando se vê diante do poeta Maiakóvski a ler, pela primeira vez, O Mistério-Bufo para seleta plateia de bolcheviques, especialistas em teatro e críticos.

Chub nos conduz ainda aos meandros da LEF (Frente de Esquerda das Artes) da qual se aproximara a convite de Maiakóvski que ficara fascinado com o primeiro filme dela, A queda da dinastia Románov, de 1927. Com ela nos acercamos da produção artística e intelectual do seu grupo de amigos, além de Maiakóvski: Chklóvski, Eisenstein, Óssip e Lília Brik, Vera e Serguei Tretiakov, Ródtchenko e Stepánova.

Ainda que o contexto soviético dos anos 1920, 30 e 40 nos surpreenda com a riqueza de detalhes, o plano fechado de sua vida será mesmo o cinema e essa paixão irrefreável transpira em todo o livro, desde o estilo de sua escrita, como se fosse um roteiro, até a inclusão de fragmentos de roteiros de seus próprios filmes. Por meio dessa "montagem textual", ela expõe claramente suas perspectivas, métodos e parcerias de trabalho no cinema. Assim somos apresentados à sua mesa de montagem, e ficamos sabendo que junto a ela foram dados os primeiros passos de Eisenstein pelo caminho do cinema. Além desse amigo, Chub faz referência àquelas e àqueles que percorreram com ela esse momento do cinema revolucionário: Kulechóv, Pudóvkin, Khokhlóva, Svílova, Dovjénko, Vichniévski e Kauffman, dentre outras figuras notáveis. Sobre seu trabalho como diretora, são muito bem descritos os percalços de toda ordem sofridos por ela, então montadora, para conceber e produzir o seu primeiro e mais conhecido filme, A queda da dinastia Románov, realizado para celebrar os dez anos da Revolução de Outubro (hoje, quase centenária, restam dessa película histórica apenas imagens fugidias).

Chub escreve também sobre os caminhos que a conduziram a realizar Espanha, em 1939, preciosidade documental sobre a revolução espanhola, cujos fragmentos foram apropriados de forma infinitamente poética por Andrei Tarkóvski em seu filme O Espelho, de 1975.

 

[Paulo Angerami, designer da edição brasileira dos livros de Esfir Chub e da Kinoruss, tomou como paleta de formas e cores as capas das Revistas Arquitetura Moderna (Sovremniénnaia Arkhitektura), assinadas por Aleksei Gan (companheiro de Chub) e em especial a de nº 2.]

 

Estes livros foram realizados parcialmente por meio de financiamento coletivo, via Catarse.

Visite as campanhas e saiba mais: https://www.catarse.me/chub e https://www.catarse.me/chub2

O apoio de nossos leitores em nossas campanhas de financiamento coletivo e nas pré-vendas é fundamental para que continuemos. Obrigada!

Minha vida é o cinema: 1º e 2º vols.

R$ 320,00 Preço normal
R$ 288,00Preço promocional
Quantidade
  • Facebook - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle
Forma de envio: Correios

Nossas postagens são

feitas SEMANALMENTE

Para envios internacionais, entre em contato

Assine para receber novidades

Obrigada pelo envio!

  • YouTube - Círculo Branco
  • Facebook - White Circle
  • Instagram - White Circle

Direitos reservados

©2025 por KINORUSS

KINORUSS® Edições e Cultura - CNPJ: 22.467.766/0001-13 

São Paulo/SP

 

Formas de pagamento

Forma de pagamento: Visa
Forma de pagamento: Mastercard
Forma de pagamento: American Express
Forma de pagamento: Dinner Club Internacional
Forma de pagamento: Mercado Pago
Forma de pagamento: Elo
Forma de pagamento: Hipercad
Forma de pagamento: Pix
bottom of page